Notícia

Prefeitura de Picuí e IFPB realizam reunião técnica sobre a 1ª Edição do Prêmio ODS Brasil

por Fabiana Agra Publicado em 30/08/2018 às 08:16 1856 Visualizações

Nesta quarta-feira, 29 de agosto, técnicos da Prefeitura de Picuí, diretor do IFPB, alunos e equipe do Nucleo de Estudos em Agroecologia-NEA do IFPB – Campus Picuí realizaram uma reunião técnica com vistas a avaliação da prática “Fábrica de Solos”, validada na Etapa I da 1ª Edição do Prêmio ODS Brasil, selecionada para a Etapa II do prêmio e que receberá a visita de Laurêncio Körbes, membro do Comitê Técnico da Comissão Organizadora, que acontecerá no dia 20 de setembro, Acerca do projeto, o prefeito Olivânio Remígio ressaltou que: “A ‘Fábrica de Solo’ faz parte do programa municipal ‘Campo Sustentável’, voltado para o fortalecimento da agricultura e da qualidade de vida no campo, baseado em atividades de formação de agricultores para a convivência com o semiárido, parcerias institucionais, implantação de campos de forragem resistente a seca, melhoria das estradas e ações ambientais. Uma das ações importantes é o Centro de Compostagem, onde através de um acordo de cooperação técnica firmado com o IFPB em abril de 2017, conseguimos desenvolver uma verdadeira fábrica de solos e, dessa forma, intervir na problemática da desertificação que avança em nossa região". Ranieri Ferreira, Secretário de Agricultura e um dos executores do projeto, disse que: “A Fábrica de Solos é uma ação que integra o programa Campo Sustentável, o qual contempla os princípios da sustentabilidade em diferentes sentidos. Em primeiro lugar ele ocorre a partir da parceria entre a Prefeitura de Picuí e o IFPB – através do NEA, propiciando um ambiente de pesquisa participativa e aplicável a nossa região. Em segundo lugar, a ação enfrenta a problemática ambiental do manejo de resíduos, transformando o que seria lixo em adubo. Finalmente, a Fábrica de Solos oferece o aporte de solo nas propriedades onde a degradação ambiental ameaça a produção de alimentos. É uma ação economicamente de baixo custo, diante dos benefícios que oferece”. Frederico Campos, professor do IFPB e coordenador do Núcleo de Estudos em Agroecologia (NEA), falou da importância da ação: “O Projeto Fábrica de Solos deriva de uma parceria feita entre o Instituto Federal da Paraíba – Campus Picuí e a Prefeitura Municipal de Picuí com vistas a reduzir a produção urbana de resíduos sólidos orgânicos. A partir de vários estudos realizados pelo IFPB, foi constatado que 46% dos resíduos sólidos produzidos na zona urbana constituem em matéria orgânica, entre eles destacando-se três: os restos alimentares, que geralmente são coletados para quem tem pocilgas; as podas urbanas, que eram jogadas no lixão, normalmente; e também as cascas dos cocos que eram utilizados nas lanchonetes, bares e restaurantes e que geravam um grave problema, que era o da proliferação do mosquito da dengue. O Núcleo de Estudos em Agroecologia, em um primeiro momento, fez um projeto de compostagem em escala, pegando principalmente as podas urbanas; num segundo momento, a Prefeitura de Picuí entrou com a ideia da trituração das cascas de cocos. Esses dois subprodutos, a trituração das podas gerou um composto orgânico de excelente qualidade e a trituração dos cocos gerou um biofertilizante também de excelente qualidade, além de servir de cobertura morta após um período de curagem que se passa no campo.” Professor Frederico ressaltou ainda que: “Vivemos na região semiárida, com baixos índices pluviométricos, Picuí nos últimos 7 anos, segundo a Cagepa e a AESA tem uma média de aproximadamente 220, 230 milímetros por ano, uma região de solos rasos e pedregosos, onde a maior limitação são os teores de matéria orgânica. Então esse produto final, de qualidade, vai servir para os pequenos agricultores, para a produção de mudas, para abastecer os centros de referência, aos próprios projetos do Instituto e dos seus demais cursos. A produção de mudas já deriva outros projetos, quais sejam o reflorestamento de matas ciliares, repovoamento da caatinga, recuperação de áreas degradadas, então os projetos terminam sendo cinérgicos, sistemáticos, entrelaçados e intercalados. É um projeto extremamente sustentável e dinâmico”. Em relação ao Prêmio ODS Brasil, as instituições responsáveis pelas práticas selecionadas em 1º, 2º e 3º lugares pelo Júri serão premiadas, simbolicamente, com o Prêmio ODS Brasil 2018 em cada categoria. Os demais classificados da etapa III receberão um diploma de menção honrosa. Todas as instituições responsáveis pelas práticas qualificadas para a etapa II do Prêmio receberão certificado de participação. A cerimônia de premiação será realizada em evento na cidade de Brasília/DF, no mês de dezembro de 2018.
Ao continuar navegando no nosso portal, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Para ter mais informações, acesse nossa página de Aviso de Privacidade.